Antonio Lourenço da Silva Filho levou tapas e socos de duas passageiras por se negar a passar por enchente
Depois de ganhar repercussão nacional, o motorista Antonio Lourenço da Silva Filho, da linha 441 (Jardim Santa Paula/Santa Clara), da Vila Galvão, falou através da primeira vez, na próxima sexta (30), sobre as agressões sofridas por duas passageiras na última quarta-feira (28), por ele ter se negado a passar por um segmento de inundação na avenida Jamil João Zarif, na área do Taboão, em Guarulhos. Além de receber várias ofensas, ele também tomou chutes e mochiladas das mulheres, que queriam que o veículo seguisse o trajeto.
Antonio foi ao Sincoverg (Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus), na Vila Progresso, e falou ter recebido apoio da entidade, assim como dos colegas da garagem. A mulher dele, que também age no mesmo setor, vai ficar uma semana em recesso. A família fica sofrendo por causa do episódio.
“Me recusei a passar (pela enchente) para minha segurança e dos passageiros. As mulheres não entenderam a gravidade do perigo. Me deram tapa na cara, me deram chutes”, falou.
O motorista agradeceu o suporte das pessoas que o elogiaram pelas redes sociais por não ter revidado às agressões.
“Tenho quatro filhos, cinco netos, pago pensão, pago aluguel, sou trabalhador como todo mundo”, afirmou.
Uma das agressoras era vinculada ao Colégio Serrano Guardia, no Jardim Bela Vista. Em comunicado divulgado na quinta-feira (29), o estabelecimento de ensino informou que a colaboradora foi demitida por “cautela e zelo institucional”. A direção da escola informou ainda que rechaça qualquer forma de violência e que a mulher era “uma profissional muito estimada por todos”.
Motorista agredido em Guarulhos se pronuncia: “Mulheres não entenderam a gravidade do perigo”
Com informações de GruDiário


