Oitenta e dois dias. Esse é o intervalo entre a eliminação do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final da última Copa do Mundo, e o primeiro comprometimento do ciclo rumo ao próximo Mundial, na Espanha, em Portugal, no Marrocos, na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. A caminhada rumo à sexta estrela recomeça sexta-feira agora (25), na Austrália, em amistoso contra a seleção da casa. A bola rola às 7h (horário de Brasília), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. O técnico Carlo Ancelotti não fez mistério e confirmou a equipe titular deste que é o primeiro de uma sequência de três amistosos. Além da partida desta sexta, o Brasil faz outro jogo diante dos australianos na terça-feira (7), em Brisbane, no Suncorp Stadium, outra vez às 7h. No dia 3 de outubro, os brasileiros visitam a Índia no Salt Lake Stadium, em Calcutá, com início das 11h.
A seleção canarinho inicia o ciclo rumo à Copa de 2030 com Hugo Souza; Matheuzinho, Marquinhos, Vitor Reis e Douglas Santos; Danilo e Bruno Guimarães; Raphinha, Estêvão, Endrick e Vinicius Junior. Sete deles permaneceram no Mundial deste ano, feito nos Estados Unidos, no México e no Canadá. As exceções são o goleiro Hugo Souza, o atacante Estêvão, o lateral-direito Matheuzinho e o zagueiro Vitor Reis. Ambos últimos, nesta ordem defensores de Corinthians e Manchester City (Inglaterra), terão a primeira oportunidade de vestir a camisa da seleção masculina principal.
Mais oito jogadores podem estrear através do Brasil nesta sexta: os goleiros Pedro Morisco e Otávio, os zagueiros Arthur Dias e Jair, o lateral-esquerdo Mauro Júnior, o meia Gabriel Bontempo e os volantes Breno Bidon e Martinelli. Próximo de fazer 25 anos, este último é segundo o mais velho entre os novatos da convocação, atrás apenas de Matheuzinho (26 anos).
“Não é que começamos um novo trabalho, continuamos o trabalho feito até um ano e tentando melhorar. O grupo é bom, temos jovens de qualidade. Acho que esses jogos aqui na Austrália são muito boas oportunidades para os jovens que temos aqui”, explicou Ancelotti, em entrevista coletiva na próxima quinta (24), em Townsville.
“Temos o objetivo de achar novos jogadores, uma nova geração para as próximas Copa do Mundo e Copa América”, concluiu o técnico, repetindo o discurso adotado depois de a derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), que eliminou o Brasil do Mundial, sacramentando a pior campanha desde 1990.
O Brasil tem ampla vantagem em jogos contra a Austrália. São seis vitórias, um empate (sem gols) e uma derrota por 1 a 0, na disputa através do 3º lugar da Copa das Confederações de 2001, em Ulsan (Coreia do Sul). Em edição anterior do torneio, na Arábia Saudita, em 1997, as seleções decidiram o título e teve goleada brasileira por 6 a 0 em Riad. Na ocasião, os atacantes Ronaldo e Romário fizeram três gols cada.
A última vez em que os dois países se encontraram foi no dia 13 de junho de 2017, também na Austrália. Em Melbourne, o Brasil venceu por 4 a 0, com o zagueiro Thiago Silva e os atacantes Taison e Diego Souza (duas vezes) balançando as redes. O primeiro gol dele, aos dez segundos de jogo, é o mais rápido da história da seleção canarinho.
Com informações de Agencia Brasil


