Na noite da última quarta-feira (26), a Universidade Guarulhos (UNG), realizou diversas ações em alusão ao Agosto Lilás, campanha que procura conscientizar a sociedade sobre a necessidade da prevenção e do enfrentamento à violência doméstica, familiar, institucional e profissional contra a mulher. As atividades mobilizaram professores, estudantes e profissionais de diferentes regiões em torno desta causa.
Dentro da Semana de Psicologia, estudantes das Ligas Acadêmicas Cerberus e XII de Agosto (Direito), Corugogos (Pedagogia), e Biolocos (Ciências Biológicas), se uniram para apresentar a peça teatral “As marcas que ficam”, que abordou, de forma intensa, situações de violência contra a mulher no ambiente familiar. A encenação foi seguida por um debate conduzido através da delegada e professora do curso de Direito da UNG, Fabiana Rossi, que destacou a necessidade de abordar o tema “Homicídios e Feminicídios” dentro da Universidade.
“É muito triste assistir a cenas fortes como essas. São cenas que causam incômodo, mas são necessárias. Precisamos ficar atentos, porque são situações que podem estar acontecendo com pessoas próximas a nós, que fazem parte do nosso convívio familiar, social e profissional”, frisou.
Durante o debate, a professora reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher não deve limitar-se exclusivamente à penalização do agressor. Para ela, é preciso pensar em políticas públicas que garantam suporte e acolhimento às vítimas depois de a denúncia e a prisão do responsável através da violência. “O ciclo de violência não acaba quando o homem vai para a cadeia. Muitas vezes, a mulher dependia financeiramente daquele agressor e não sabe o que será dela após a prisão dele. E o que o Estado pode fazer por essa vítima?”, perguntou Fabiana.
Aula prática de defesa pessoal fortalece a autonomia feminina
A programação também contou com uma aula de Defesa Pessoal para Mulheres, coordenada através da Liga Acadêmica de Terapia Ocupacional: TOzada, com a professora e campeã brasileira de jiu-jtsu, Yasmin Braga. A atividade apresentou técnicas que podem auxiliar as que participam em situações de risco, além de solidificar a confiança e a autonomia feminina.
“Trazer uma aula de Defesa Pessoal dentro da Campanha Agosto Lilás, na Universidade Guarulhos, tem um peso diferente de uma aula de autodefesa. Muitas mulheres crescem ouvindo que não têm força ou não conseguem se defender. E, durante a aula, mostramos que com a técnica certa, elas conseguem se proteger”.
Conforme a esportista, o aumento de casos de violência contra a mulher tem ampliado a busca por parte das mulheres por modalidades de luta e defesa pessoal. Segundo ela, o público feminino busca esse conhecimento não exclusivamente como uma prática esportiva, mas como um modo de aprender a agir diante de uma situação de risco e violência.
Educação e direção reforçam prevenção da violência
Ainda dentro do calendário de atividades do Agosto Lilás, a UNG também promoveu uma palestra sobre “Violência contra a mulher: aspectos jurídicos, sociais e psicológicos relacionados à violência de gênero” para professores da rede estadual de ensino da Diretoria de Ensino Guarulhos Sul. O encontro foi levado através da coordenadora do curso de Direito, doutora Andressa Hernandes, e através da coordenadora do curso de Psicologia, Denise Alonso.
Durante a atividade, foram discutidos os diferentes tipos de violência contra a mulher, os direitos assegurados através da legislação, como acolher as vítimas e a necessidade de reconhecer indicadores de violência, agir de forma responsável e denunciar situações de abuso. Também foi discutido o tema “Bullying nas escolas e seus impactos no ambiente educacional”.
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Com informações de Folha Metropolitana


