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A Cetesb autorizou, na quarta-feira (25), o começo das obras da Estação Dutra, que fará parte da futura Linha 19-Celeste do metrô, em Guarulhos. A liberação da licença ambiental marca um avanço histórico para o município, que existe anos pleiteia a ampliação do transporte metroviário e a integração plena com a capital paulista.
A Linha 19-Celeste ligará o Bosque Maia ao Anhangabaú, produzindo um novo eixo de mobilidade entre Guarulhos e o centro de São Paulo. O que se espera é de que a linha beneficie milhares de passageiros todos os dias, proporcionando uma alternativa mais rápida, segura e efetivo em relação ao transporte rodoviário, atualmente predominante na área.
Com em torno de 27 metros de profundidade e área equivalente a quatro campos de futebol, a Estação Dutra será um dos principais pontos de integração do sistema, conectando a Linha 19-Celeste à Linha 2-Verde e a um terminal de ônibus. Essa estrutura permitirá maior fluidez no deslocamento, melhorando a integração entre diferentes modais e reduzindo o tempo de viagem dos usuários.
Além do impacto direto na mobilidade, a obra tem forte relevância social e econômica. Guarulhos, que concentra uma população superior a um milhão de habitantes e abriga importantes polos industriais e logísticos, sofre historicamente com gargalos no transporte público. A chegada do metrô representa um salto de qualidade, ampliando o acesso a emprego, educação e serviços, além de contribuir para a inclusão social.
Outro momento importante é a proximidade com o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, um dos maiores da América Latina. Embora a nova linha não seja exclusiva para o aeroporto, a ampliação da malha metroviária no município tende a melhorar o acesso à área aeroportuária, beneficiando trabalhadores e passageiros.
O investimento previsto para a Estação Dutra da Linha 19-Celeste é de R$ 671 milhões, com período presumido de seis anos para execução. Durante esse momento, serão implementadas medidas para diminuir impactos ambientais e urbanos, como controle de poeira e ruídos, gerenciamento ideal dos resíduos das escavações e soluções de drenagem sustentável, incluindo jardins de chuva e andares permeáveis.
De acordo com a diretora de Avaliação e Impacto Ambiental da Cetesb, Mayla Fukushima, o licenciamento ambiental é essencial para assegurar o equilíbrio entre desenvolvimento e preservação. “Ele integra critérios técnicos e define condicionantes para que grandes obras aconteçam de forma planejada e com menor impacto possível”, afirmou.
O projeto também estima o compartilhamento de estruturas entre a Linha 19-Celeste e a Linha 2-Verde, estratégia que deve diminuir intervenções em regiões já urbanizadas e otimizar recursos públicos. Essa integração física entre as linhas reforça o papel da Estação Dutra como um futuro hub de mobilidade na área metropolitana.
Durante a execução das obras, o povo contará com canais diretos de comunicação — como telefone, e-mail e WhatsApp — para esclarecimento de questionamentos e registro de demandas, ampliando a transparência e o diálogo com a comunidade.
Expansão integrada e impacto urbano
Além da nova linha, a Cetesb também já liberou a licença de instalação para a Estação Dutra da Linha 2-Verde, que integra a expansão do segmento entre Fernão Dias e Dutra, com investimento presumido em R$ 340 milhões.
A consolidação desse complicado de transporte deve impulsionar o desenvolvimento urbano da área, com valorização imobiliária, atração de novos empreendimentos e fortalecimento do comércio local. Especialistas apontam que grandes obras de mobilidade tendem a reconfigurar o entorno urbano, produzindo novas centralidades e melhorando a qualidade de vida do povo.
Com informações de Folha Metropolitana


