Começa amanhã (1º) mais uma etapa do processo de escuta da população escolar para a adesão ao programa de escolas cívico-militares da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). Agora, as 300 unidades escolares que manifestaram interesse em aderir ao programa serão responsáveis por fazer consultas públicas para que a comunidade escolar opine e vote através da adesão ou não à modalidade. O voto deve ser registrado através da Secretaria Escolar Digital (SED) até o dia 15 de agosto. Sete escolas em Guarulhos manifestaram interesse em aderir ao modelo.
Outras duas rodadas de consulta estão previstas para unidades que não atingirem a quantidade de votos válidos. Para esses casos, a segunda consulta será realizada através da SED entre de 20 a 22 de agosto. Caso haja a necessidade, uma terceira rodada de consulta deve ocorrer entre 27 e 29 de agosto, também através da SED.
A expectativa da Educação de SP é começar o projeto em 2025 com 45 unidades educacionais da rede, permitindo um acompanhamento detalhado da implantação do modelo e a avaliação da possibilidade de ampliação nos próximos anos.
Quem pode fazer parte da consulta pública:
- Mãe, pai ou responsável pelos alunos menores de 16 anos de idade;
- Alunos com início de 16 anos de idade, ou seus familiares, em caso de abstenção de alunos dessa faixa etária. Neste caso, vale somente um voto por família;
- Professores e outros profissionais do grupo escolar.
Durante a consulta pública, se mais do que 45 comunidades escolares manifestarem interesse no programa, serão adotados critérios de desempate para a seleção das unidades.
A previsão é de que as 45 escolas selecionadas para integrar o programa sejam conhecidas até o final de agosto. Até o começo de setembro, estudantes conseguirão registrar intenção de transferência para essas unidades ou para outras escolas da rede.
Currículo e processo seletivo das escolas cívico-militares
As escolas que adotarem o modelo cívico-militar seguirão o Currículo Paulista, coordenado através da Secretaria da Educação. A contratação e a formação de professores também não mudam, continuam o mesmo processo feito nas unidades de ensino de outras modalidades. A Seduc-SP também será responsável através da seleção dos monitores.
Caberá à Secretaria da Segurança Pública apoiar a Secretaria da Educação no processo seletivo e emitir declarações com informações sobre o comportamento e sobre processos criminais ou administrativos, concluídos ou não, em que os candidatos a atuar como monitores nessas unidades de ensino possam estar envolvidos.
A SSP também vai fazer parte do desenvolvimento de atividades extracurriculares na modalidade cívico-militares, planejamento e segurança escolar. O processo seletivo dos policiais da reserva— será ao menos um por escola — caberá à Educação e necessitará ter começo depois de as consultas públicas. No caso de escolas municipais, a Segurança Pública deve colaborar com as prefeituras e a seleção ficará a critério das secretarias municipais.
O investimento nas escolas cívico-militares será o mesmo já previsto nas unidades regulares. O gasto com a contratação dos monitores, já avaliando a expectativa final de 100 escolas cívico-militares, será de R$ 7,2 milhões.
- Com Informações do Portal do Governo
Com informações de ClickGuarulhos


