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Videogames: Aliens: Fireteam Elite 2 – Review

5 de setembro de 2026
games:-aliens:-fireteam-elite-2-–-review
Games: Aliens: Fireteam Elite 2 – Review
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A franquia Alien sempre viu nos videogames um terreno fértil para explorar diferentes propostas. Enquanto Alien: Isolation apostou no terror e na vulnerabilidade, Aliens: Fireteam Elite transformou os Xenomorfos em alvos de um frenético jogo de tiro cooperativo. Agora, sua sequência retorna maior em alguns aspectos, mas ainda apreendida às principais limitações do título anterior.

Aliens: Fireteam Elite 2 não é necessariamente um jogo ruim. Unir alguns amigos e confrontar enormes ondas de criaturas continua rendendo momentos divertidos, em particular quando o caos toma conta da tela. O problema é que essa diversão depende muito mais das pessoas ao seu lado do que daquilo que o jogo realmente disponibiliza.

Uma nova caçada aos Xenomorfos

Ambientada cinco anos depois de o primeiro jogo, a campanha acompanha um grupo de Fuzileiros Coloniais enviado ao planeta minerador LV-558 depois de um pedido de socorro. Como era plausível imaginar, a missão de forma rápida mostra uma infestação de Xenomorfos e novos experimentos conduzidos através da sempre suspeita Weyland-Yutani.

A narrativa utiliza elementos conhecidos da franquia para conduzir o esquadrão por colônias abandonadas, instalações industriais, minas subterrâneas e naves repletas de corredores escuros. São 15 missões distribuídas por diferentes regiões, formando uma campanha que pode ser concluída em aproximadamente dez horas.

Apesar de funcional, a história nunca consegue ir muito além de servir como justificativa para trazer os jogadores de uma batalha para outra. Os personagens são pouco interessantes, os diálogos se prolongam mais do que deveriam e o tom nem sempre combina com a atmosfera opressiva de Alien. Até mesmo acontecimentos que deveriam transmitir perigo acabam perdendo força através da maneira pouco envolvente como são mostrados.

Melhor auxiliado

A principal mudança da sequência fica na ampliação dos esquadrões, que agora comportam quatro jogadores. Aliens: Fireteam Elite 2 foi claramente desenvolvido pensando nesta experiência cooperativa, permitindo que diferentes classes combinem habilidades para sobreviver às investidas inimigas.

Entre as opções estão personagens voltados ao suporte, dano, controle de área e uso de equipamentos especiais. Cada classe tem armas, habilidades e vantagens próprias, abrindo espaço para diferentes composições dentro do grupo. Em seguida, também é plausível desbloquear a classe Especialista, que permite combinar recursos adquiridos em outras categorias e montar um personagem mais próximo do estilo desejado.

O sistema de progressão é uma das partes mais interessantes do jogo. Habilidades e modificadores precisam ser posicionados em uma grade com espaço limitado, incentivando o jogador a pensar com cuidado antes de montar sua configuração. Armas também podem receber acessórios e melhorias, enquanto melhores equipamentos, itens cosméticos e vantagens são liberados conforme a progressão.

Na prática, apesar disso, grande parte dessa profundidade não é exigida durante a campanha. As missões raramente apresentam objetivos que realmente obriguem os quatro jogadores a trabalhar de maneira coordenada. Na maior parte das vezes, basta avançar pelos cenários, ativar algum terminal e defender uma posição enquanto ondas de inimigos surgem de diferentes direções.

Ainda é plausível jogar sozinho, preenchendo as vagas disponíveis com companheiros controlados através da inteligência artificial. Eles cumprem sua função nas dificuldades mais baixas, mas não substituem uma equipe estabelecida por jogadores reais. Sem amigos, a repetição fica ainda mais evidente e a experiência perde de forma rápida boa parte de sua graça.

A repetição aparece cedo

O enfrentamento em terceira pessoa tem bons momentos. As armas transmitem uma sensação satisfatória de impacto, os efeitos sonoros ajudam a reproduzir a identidade dos filmes e ver dezenas de Xenomorfos avançando pelas paredes e através do teto entrega exatamente o espetáculo esperado de um jogo inspirado em Aliens.

A variedade de inimigos também inclui diferentes espécies de Xenomorfos, androides e outras criaturas relacionadas ao universo da franquia. Alguns adversários especiais exigem atenção, principalmente quando atacam em conjunto ou conseguem separar um integrante do restante do esquadrão.

O problema fica na estrutura das missões. Aliens: Fireteam Elite 2 repete ininterruptamente o mesmo ciclo: caminhar por corredores, eliminar pequenos grupos, chegar a uma área mais aberta e sobreviver a novas ondas. O cenário muda, aparecem inimigos diferentes e algumas condições são alteradas, mas o ritmo se mantém praticamente o mesmo durante toda a campanha.

Depois de poucas horas, o jogo já exibiu quase tudo o que tem para oferecer. Os confrontos deixam de causar tensão e passam a parecer tarefas mecânicas, em particular quando inimigos mais resistentes absorvem uma quantidade exagerada de disparos. As missões poderiam explorar objetivos mais elaborados, incentivar a divisão do esquadrão ou criar situações que aproveitassem melhor a presença de quatro jogadores.

Existe ainda um modo Horda e cartas de desafio capazes de modificar algumas condições das partidas, aumentando a dificuldade ou disponibilizando vantagens e recompensas diferentes. São recursos que acrescentam alguma longevidade, mas não resolvem a falta de variedade presente no núcleo da experiência.

Uma evolução modesta

Visualmente, Aliens: Fireteam Elite 2 consegue reproduzir locais reconhecíveis e interessantes da franquia. A iluminação, os efeitos e a quantidade de criaturas na tela ajudam a construir bons momentos, enquanto a trilha sonora e o design de áudio contribuem para a sensação de estar participando de uma verdadeira caçada aos Xenomorfos.

Por outro lado, animações pouco naturais, personagens humanos sem muita expressão e problemas técnicos prejudicam a apresentação. Embora a sequência apresente melhorias nas classes, nos equipamentos e na quantidade de que participam, a sensação é de uma evolução modesta diante de um primeiro jogo que já precisava ampliar consideravelmente sua fórmula.

A ausência de localização em português do Brasil também pesa contra a inauguração. Além de menus, habilidades e descrições importantes para a montagem das classes, o jogador precisa acompanhar diálogos e informações da campanha sem suporte ao nosso idioma. Para um título baseado em progressão e cooperação, essa ausência cria uma barreira completamente desnecessária para o público brasileiro.

Essa limitação se torna ainda mais difícil de ignorar diante do preço cobrado. O conteúdo disponibilizado, a campanha relativamente curta e a estrutura extremamente repetitiva não justificam o investimento atual, principalmente em um gênero que já conta com alternativas mais completas, variadas e acessíveis.

Devo comprar?

Aliens: Fireteam Elite 2 cumpre sua proposta básica de unir quatro jogadores contra hordas de Xenomorfos, disponibilizando armas satisfatórias, boas opções de classes e alguns momentos de caos genuinamente divertidos. Quem gosta da franquia e tem um grupo disposto a encarar a campanha com certeza encontrará algumas noites de diversão.

Entretanto, o jogo pouco faz para construir uma identidade própria ou superar as limitações de seu antecessor. As missões repetitivas, a campanha pouco marcante, a experiência solo fraca, a ausência de português do Brasil e o preço elevado para aquilo que é disponibilizado impedem que a sequência alcance algo maior.

Com amigos, Aliens: Fireteam Elite 2 pode divertir durante algumas horas. Fora disso, resta um shooter cooperativo bastante genérico e esquecível, que termina sem deixar muitos motivos para voltar.

Para ler mais reviews, clique aqui.

Com informações de Portal do Nerd

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