Guarulhos volta a ser cenário de um capítulo marcante da história dos Mamonas Assassinas. Em comum acordo, as famílias dos músicos decidiram através da cremação dos corpos, que darão origem ao plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos, cidade onde os integrantes moravam e construíram a trajetória que conquistou o país.
Fenômeno nacional nos anos 1990, o grupo ficou conhecido através do humor irreverente e músicas como “Brasília Amarela”, “Sabão Crá-Crá” e “Pelados em Santos”. O primeiro e único álbum, lançado no mês de junho de 1995, vendeu 1,8 milhão de cópias em exclusivamente oito meses. No espaço dos anos, ultrapassou 3 milhões de unidades vendidas, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da música brasileira.
A tragédia que interrompeu a carreira meteórica da banda ocorreu em 2 de março de 1996. O jatinho Learjet 25D que transportava os músicos de volta a São Paulo colidiu na Serra da Cantareira. Além dos integrantes Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, também morreram o piloto, o co-piloto, um ajudante de palco e um segurança.
Guarulhos viveu dias de forte comoção. O velório foi feito no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, reunindo por volta de 30 mil pessoas. O cortejo até o Cemitério Parque das Primaveras foi auxiliado por mais de 100 mil fãs. Já dentro do cemitério, aproximadamente 500 pessoas participaram da cerimônia de sepultamento, que durou por volta de 40 minutos.
Em um momento que marcou a despedida, familiares e amigos cantaram “Parabéns a você” para Dinho, que completaria 25 anos naquele 4 de março de 1996.
Três décadas depois, Guarulhos preserva viva a memória da banda que transformou irreverência em fenômeno nacional e deixou um legado eterno no município.
Com informações de GuarulhosHoje


