A inadimplência de aluguel em São Paulo registrou taxa de taxa de 2,89% no mês de março, a menor inadimplência dos últimos 11 meses no estado –, depois de 3,17% no mês de fevereiro. No comparativo com o mesmo momento de 2025 (2,71%), houve crescimento de 0,18 ponto percentual. A taxa ficou abaixo também da média nacional, que foi de 3,21%. As informações são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda na inadimplência de aluguel em São Paulo é um sinal positivo, indicando que algumas famílias estão conseguindo retomar o controle financeiro. Entretanto, a inadimplência em si mostra que os desafios orçamentários continuam presentes. Por isso, é fundamental acompanhar as projeções de inflação e juros, pois qualquer aumento pode pressionar ainda mais o orçamento das famílias e dificultar o pagamento do aluguel nos próximos meses.”
No mês de março, a área Nordeste se manteve no alto do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,77%, alta de 0,10 ponto percentual em relação a fevereiro (4,67%). Já o Norte, ficou em 2º lugar, com 4,29%, redução de 0,32 ponto percentual, ante os 4,61% de fevereiro. A área Centro-Oeste marca o 3º lugar com 3,17%, um recuo de 0,54 ponto percentual, depois de os 3,71% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,14% – queda de 0,14 ponto percentual em relação a fevereiro –, e o Sul com 2,77%, mantendo a menor taxa do país, com baixa de 0,10 ponto percentual entre fevereiro e março.
Na área Sudeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 4,28% no mês de março, mesmo depois de queda de 0,28 ponto percentual em relação a fevereiro (4,56%). Em seguida, aparecem as casas, com 3,55% – diminuição de 0,26 ponto percentual frente aos 3,81% do mês anterior – e a inadimplência de apartamentos se manteve estável, de 2,28%, no mês de fevereiro, para 2,27%, no mês de março.
Entre a base nacional analisada, a inadimplência em imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 teve uma queda de 0,21 ponto percentual, de 6,19%, no mês de fevereiro, para 5,98%, no mês de março. Através do terceiro mês consecutivo, a inadimplência nos imóveis populares superou a do segmento de alta renda, apesar do recuo geral. Os imóveis com aluguel acima de R$ 13.000, que lideraram os atrasos em 2025, agora ocupam o 2º lugar: a taxa caiu para 5,83% no mês de março, ante os 6,01% registrados no mês de fevereiro. Do outro lado, as faixas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mantiveram os menores índices do mercado, com taxas em torno de 1,9%.
Com informações de ClickGuarulhos


