O Lions Clube promoveu na terça-feira, 27/5, palestra com Alexandra Oniki, fundadora da ONG Ciaag (Centro de Inclusão e Apoio ao Autista de Guarulhos), e com a fisioterapeuta Camila Camilo.
Alexandra iniciou explicando que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma doença, mas uma condição clínica, e que não tem cura. Ela detalhou os níveis de autismo – leve, moderado e severo, explicando as características de cada um, que variam desde alguma dificuldade de interação até a impossibilidade de expressar-se.
Apresentou gráficos que demonstram o crescimento contínuo do número de pessoas diagnosticadas com TEA, sendo que os mais recentes apontam que a cada 36 crianças nascidas no mundo atualmente uma é autista. Comentou que muito desse crescimento deve-se ao fato de haver mais conhecimento a respeito e que existe pais que são diagnosticados com TEA quando têm filhos em processo de diagnóstico.
Citou a necessidade de haver a inclusão nas escolas, para efeito de socialização, e salientou que existe casos em que a criança só se adapta em escola que tem especialização: “Incluir socialmente é muito mais do que aceitar”. Mencionou aspectos legais, em relação a direitos e benefícios.
Relatou que o Ciaag não tem fins lucrativos, que recebe verbas estadual e municipal, as quais, entretanto, são insuficientes para a manutenção das atividades, além de nem sempre poder contar com a pontualidade nos repasses. Enfatizou que a entidade só sobrevive porque recebe muitas doações e obtém receitas através da Nota Fiscal Paulista e da arrecadação de tampinhas plásticas. As notas fiscais precisam ter sido emitidas sem registro do CPF do consumidor e, ao serem entregues, precisam estar nítidas e com data de emissão de até 30 dias.
A Fisioterapia e o TEA
Camila Camilo disse sobre a aplicação da Fisioterapia no processo de reabilitação de autistas. Explicou que Psicomotricidade é a ciência que estuda o psiquismo e o corpo. Comentou sobre estímulos sensoriais, atividades motoras e que o uso excessivo de telas é prejudicial, destacando a necessidade do brincar: “É atividade essencial para o desenvolvimento humano. É através do brincar que as crianças aprendem sobre si mesmas, sobre os outros e sobre o mundo”, concluiu.
Com informações de ClickGuarulhos


