A polêmica ganhou força depois de a fabricante recorrer da decisão da agência reguladora, conseguindo efeito suspensivo temporário da medida. Mesmo assim, a própria Anvisa continua recomendando que os consumidores não utilizem os produtos atingidos através da resolução até nova análise definitiva do caso.
Produtos continuam sob alerta sanitário
Na prática, a situação atual é a seguinte: a suspensão automática da fabricação e comercialização foi momentaneamente interrompida depois de recurso da empresa; contudo a Anvisa manteve de forma oficial o alerta de risco sanitário e continua orientando consumidores a evitarem o uso dos lotes afetados “por segurança”.
Ou seja, os produtos não estão completamente liberados do ponto de vista técnico.
A própria agência reforçou que continua entendendo haver risco sanitário relacionado às falhas vistas na produção da unidade da Química Amparo, fabricante da Ypê em Amparo, interior de São Paulo.
Quais produtos foram atingidos?
A medida envolve especificamente lotes com final “1” de produtos como:
- detergentes;
- lava-louças;
- lava-roupas líquidos;
- desinfetantes.
Entre as linhas citadas estão:
- Ypê;
- Tixan Ypê;
- Bak Ypê;
- Atol.
De acordo com a Anvisa, inspeções reconheceram:
- falhas graves no controle de qualidade;
- problemas em etapas críticas de produção;
- risco de contaminação microbiológica.
Consumidor deve impedir os produtos?
Neste momento, sim.
Mesmo com o recurso apresentado através da empresa suspendendo parte dos efeitos administrativos da decisão, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo:
- não usar os produtos dos lotes atingidos.
A direção vale principalmente para itens com lote terminado em número 1.
A agência afirma que a medida é preventiva e baseada em avaliação técnica de risco sanitário.
Caso virou embate político
O tema de forma rápida saiu do campo técnico e passou a alimentar debates políticos em redes sociais.
Publicações passaram a sugerir perseguição contra a empresa, enquanto outros usuários defenderam a atuação da Anvisa como medida de proteção sanitária.
Reportagem do G1 mostra que grupos políticos passaram a tratar o caso como disputa ideológica, principalmente depois de circular informação sobre posicionamentos políticos atribuídos a empresários ligados à marca.
Especialistas ouvidos por veículos do país, contudo, reforçam que a decisão da Anvisa foi baseada em inspeções técnicas e normas sanitárias.
Empresa diz colaborar com investigação
A Ypê informou que continua colaborando com a Anvisa e afirma ter apresentado:
- novos laudos;
- análises independentes;
- esclarecimentos técnicos.
A empresa também afirma que trabalha em plano de conformidade e melhorias nos processos internos.
O julgamento definitivo do recurso através da diretoria colegiada da Anvisa deve ocorrer nos próximos dias.
Com informações de Guarulhosweb

