Você sabia que temperatura e incidência de doenças cardiovasculares têm relação? Com a chegada do inverno, em 20 de junho, as temperaturas começarão a cair ainda mais em todo o país.
Uma das alterações causadas através do inverno é a contração dos vasos sanguíneos como resposta ao frio. Com isso, algumas pessoas podem ter aumento da pressão arterial, produzindo uma resistência ao bombeamento de sangue, o que pode sobrecarregar o coração.
Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o inverno fica associado ao aumento dos casos de doenças cardiovasculares e da mortalidade cardiovascular.
O risco de infarto, por exemplo, pode ser até 30% maior nesta época do ano. A cada diminuição de 10°C na temperatura mais baixa, as oportunidades de desenvolver um quadro de infarto aumentam em 7%.
Segundo Juliano Novaes Cardoso, coordenador do Serviço de Cardiologia do Santa Marcelina Saúde, o infarto é mais frequente nos homens do que nas mulheres.
“Nos homens, a ocorrência de infarto aumenta a partir dos 45 anos de idade e, na mulher após a menopausa, acima de 55 anos. É importante lembrar que a complicação pode acontecer com o público mais jovem, principalmente quando existem doenças associadas como hipertensão arterial, diabetes e tabagismo”, explica o cardiologista.
Qual a relação entre doenças cardiovasculares e inverno?
Devido à queda da temperatura no inverno, os vasos contraem, a pressão arterial aumenta e existe um aumento da viscosidade no sangue.
“Essas alterações podem causar dor no peito, chamada de angina, que é causada pela redução de sangue para o coração, ou até mesmo levar a um infarto”, esclarece o cardiologista.
Como reforçar a prevenção de doenças cardiovasculares durante o inverno?
É comum as pessoas mudarem os hábitos alimentares durante o inverno e deixarem de praticar exercícios físicos, colaborando com o aumento de peso.
“Comer alimentos mais gordurosos e calóricos pode gerar alterações no perfil metabólico e ser prejudicial à saúde cardiovascular. Portanto, por mais que a época mais fria do ano não seja tão convidativa para alguns hábitos, é importante intensificar as medidas de prevenção de doenças do coração, como: ter uma alimentação balanceada, praticar exercícios físicos, manter o peso sob controle, evitar fumar e ingerir quantidades excessivas de álcool, pois essas práticas aumentam o risco de hipertensão arterial e ataque cardíaco”, alerta o especialista do Santa Marcelina.
Sintomas
Alguns sintomas são indicativos de alerta para o infarto. O mais clássico é uma forte dor no peito prolongada, não usual, associada a uma sensação de pressão.
“Podem ocorrer apresentações atípicas também. A pessoa pode ter apenas um desconforto, falta de ar, cansaço. Se tiver sintomas diferentes do habitual, é necessário procurar o hospital com urgência. Sem dúvida, o sintoma mais frequente é a dor no peito prolongada, que pode irradiar para o braço esquerdo”, orienta.
A recomendação é procurar imediatamente o serviço médico.
“Quanto mais tempo a pessoa demora para receber assistência, mais perde músculo cardíaco e o dano pode chegar à necrose, que é a morte celular. Além disso, há o risco da morte do paciente. O atendimento tem que ser rápido para a desobstrução da artéria, o que pode ser feito por meio de medicação ou do procedimento de angioplastia”, finaliza o cardiologista.
Com informações de ClickGuarulhos


