Guarulhos tem 18 candidatos disputando cada uma das 34 cadeiras da Câmara Municipal. Ao todo 636 nomes registraram candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP). Ainda assim, o número é menor que o registrado em eleições passadas. Em 2020, 1.169 candidatos concorreram à uma vaga no Legislativo.
Guarulhos acompanhou uma tendência nacional de queda no número de candidaturas para os cargos de vereadores vista em todo o país. A Justiça Eleitoral registrou uma redução também no número de candidatos a prefeitos e vice-prefeitos que pretendem disputar as eleições do município de outubro. É a primeira queda desde o pleito municipal de 2008.
Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 455 mil pedidos de candidaturas foram recebidos através da plataforma DivulgaCand, que centraliza os registros em todo o país. O período finalizou na próxima quinta (15).
Foram recebidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) 15.434 registros de candidaturas para prefeito, 15.531 para vice-prefeito e 424.750 para o cargo de vereador. O número ainda pode ser atualizado. Em 2020, as eleições do município contaram com 557.678 registros. Os pleitos de 2016 (496,9 mil) e de 2012 (482,8 mil) também tiveram mais candidatos. Em 2008, 381,3 mil políticos registraram suas candidaturas.
Perfil
Conforme o levantamento, 52% dos candidatos se declararam negros. O percentual é composto pelos candidatos pardos (41%) e pretos (11%). Outros 45% se declararam brancos. Os quilombolas representam 1% das candidaturas e os indígenas 0,5% do total.
Os candidatos homens representam 66% do total de candidaturas e as mulheres fazem parte dos 34% restantes. Do total de candidatos, 51% informaram que são casados e 37% são solteiros.
A maioria dos candidatos declarou que é empresário (7,6%). 6,9% são servidores públicos e 6,7% são agricultores. Outras profissões totalizam 21,7%.
Através do critério de grau de instrução, a maioria dos candidatos tem o ensino médio completo. Essa faixa representa 38%, seguida pelos candidatos com ensino superior completo (28%), fundamental completo (10,9%) e fundamental incompleto (10%).
A identidade de gênero e a direção sexual também fazem parte do levantamento: 80% se declararam cisgênero (pessoa que se identifica com seu sexo biológico, ou seja, masculino ou feminino).
O levantamento mostra que apenas 31% dos candidatos informaram sua direção sexual. 98% dos que responderam ao cadastro disseram que são heterossexuais. Na sequência, aparecem os candidatos que se declararam gays (0,7%), lésbicas (0,4%) e bissexual (0,3%).
Análise
O registro será analisado através do juiz da zona eleitoral da cidade na qual o candidato pretende concorrer. Entre as causas de inelegibilidade, fica o julgamento de contas irregulares através do Tribunal de Contas da União (TCU). A lista com o nome de 9,7 mil pessoas nesta situação foi entregue ontem (15) ao TSE.
Se o juiz constatar a falta de algum documento, conseguirá pedir que o candidato resolva a pendência no período de até três dias. Caberá ao magistrado decidir se defere ou indefere a candidatura. Se o registro for negado, o candidato conseguirá recorrer ao TRE de seu estado e ao TSE.
Durante o momento de análise, as candidaturas conseguirão ser contestadas pelos adversários, partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral (MPE). Eles conseguirão denunciar alguma não conformidade no cumprimento dos requisitos legais para o registro.
O primeiro turno das eleições será no dia 6 de outubro. O segundo turno da disputa conseguirá ser feito em 27 de outubro nos municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atingiu mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.
Com informações de GuarulhosHoje


